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O Ministério da Mulher publicou, na noite de sexta-feira (17/3), uma nota sobre os casos de importunação sexual que aconteceram nesta semana no reality show Big Brother Brasil. Na ocasião, dois participantes – o lutador Cara de Sapato e o MC Guimê – foram expulsos após assediarem a mexicana Dania Mendez durante a festa do líder.

“Não podemos mais admitir que casos de assédio e importunação sexual sigam acontecendo no país. Violência contra a mulher não é entretenimento”, diz a nota.

O programa foi duramente criticado pela condução das expulsões. Além de não ter tomado uma atitude em relação aos casos de assédio durante todo o dia, os participantes receberam o comunicado das eliminações ao vivo, com a vítima presente na sala.

“O episódio de importunação sexual no reality show de maior audiência do Brasil não é um caso isolado. A expulsão dos acusados é necessária, mas estamos longe do tratamento adequado a estes casos. É preciso ir além para que as mulheres jamais se sintam culpadas pela violência sofrida.”

Após as expulsões, a mexicana Dania se emocionou e pediu desculpas diversas vezes aos participantes eliminados, mesmo depois de ser tranquilizada pelos demais.

“Não se sinta culpada por nada, você não fez nada. A gente não sabe exatamente tudo que aconteceu, mas você é a única pessoa que não pode achar que fez alguma coisa aqui dentro”, disse Amanda, uma das participantes, a Dania.

Veja a nota na íntegra do ministério:

“Não podemos mais admitir que casos de assédio e importunação sexual sigam acontecendo no país. Violência contra a mulher não é entretenimento. Seja em casa, na rua ou no trabalho, toda mulher tem o direito de se sentir segura e respeitada — o respeito é um valor inegociável.

Desde 2018, importunação sexual é crime no Brasil e, às autoridades, cabe enfrentá-la no rigor da Lei: responsabilizar os agressores e, sobretudo, jamais culpabilizar as vítimas, que devem ser acolhidas e apoiadas.

O episódio de importunação sexual no reality show de maior audiência do Brasil não é um caso isolado. A expulsão dos acusados é necessária, mas estamos longe do tratamento adequado a estes casos. É preciso ir além para que as mulheres jamais se sintam culpadas pela violência sofrida.

No Governo que respeita todas as mulheres, seguiremos trabalhando para o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência e na construção de ações e campanhas de prevenção. O enfrentamento à violência contra as mulheres é uma luta política urgente que perpassa também a conscientização dos meios de comunicação e de entretenimento sobre as violências simbólicas que eles podem reproduzir.”

Fonte: Metrópoles

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