Ré pela morte do filho, Henry Borel, professora se apresentou na 34ª DP (Bangu) nesta segunda-feira (20). Defesa teve recurso negado pelo STF no fim de semana.
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, se entregou à polícia do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (20). A professora se apresentou na 34ª DP (Bangu), cumprindo a ordem de prisão preventiva restabelecida pela Justiça.
A volta de Monique ao sistema prisional ocorre três dias após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a revogação de sua liberdade, na última sexta-feira (17). No sábado (18), o ministro já havia rejeitado um recurso apresentado pela defesa da professora, mantendo a decisão de que ela deveria aguardar o julgamento custodiada.
O caso Henry Borel
Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021. Na ocasião, Monique Medeiros e o padrasto da criança, o ex-vereador Dr. Jairinho, alegaram que o menino teria caído da cama. No entanto, laudos periciais descartaram a hipótese de acidente, apontando que a criança morreu em decorrência de:
- Hemorragia interna;
- Laceração hepática;
- Lesões causadas por agressões físicas.
O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de sessões de tortura e agressões no interior do apartamento onde vivia com o casal.
Reviravoltas no processo
A soltura de Monique havia sido determinada em março pela juíza Elizabeth Machado Louro, após a suspensão de um julgamento anterior. Na época, a magistrada criticou manobras da defesa de Jairinho, classificando-as como “interrupção indevida do recurso processual”.
Com o novo entendimento do STF, a ré volta à prisão antes da próxima etapa do processo. O novo julgamento do caso está marcado para o dia 25 de maio.



