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O clima de tensão nos bastidores do jornalismo do Amazonas ganhou um novo capítulo. A jornalista Paula Litaiff passou a responder a uma ação penal privada por calúnia, difamação e injúria após a Justiça receber a queixa-crime apresentada pelo jornalista Anwar Assi.

O processo traz uma série de mensagens extraídas de um grupo de WhatsApp do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SINJOR-AM), nas quais, segundo a acusação, Paula teria afirmado que Anwar fazia parte de uma gestão que “falsificou recibos no sindicato”, além de escrever frases como “eu não converso com quem falsifica documentos” e “vamos ver quem tem moral aqui”. As mensagens foram anexadas aos autos juntamente com ata notarial, boletim de ocorrência e capturas de tela da conversa.

Segundo a queixa-crime, uma das mensagens teria sido apagada logo após ser publicada, circunstância apontada pelo autor como um dos elementos que reforçariam sua versão dos fatos. A ação pede a responsabilização criminal de Paula pelos crimes contra a honra, aplicação da causa de aumento de pena por suposta divulgação em rede social e indenização pelos danos alegados.

A defesa de Paula Litaiff rebate integralmente as acusações. Sustenta que as mensagens foram retiradas de contexto, que o debate dizia respeito à gestão do Sindicato dos Jornalistas e às ações judiciais envolvendo a prestação de contas da entidade, e afirma que não houve imputação direta de crime ao jornalista, mas exercício do direito de crítica dentro de um debate institucional. Para reforçar sua tese, anexou processos trabalhistas e cíveis envolvendo o SINJOR-AM.

Antes da continuidade da ação, houve tentativa de conciliação entre as partes, mas não houve acordo. O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do processo e, posteriormente, a Justiça recebeu formalmente a queixa-crime, entendendo que existem elementos suficientes para que a ação siga sua tramitação. Essa decisão não representa condenação nem julgamento definitivo sobre os fatos.

Agora, o caso segue em andamento na 4ª Vara Criminal de Manaus e promete ampliar uma disputa que já ultrapassou as redes sociais e alcançou os tribunais, envolvendo acusações, disputas sindicais e um dos embates mais comentados entre profissionais da imprensa amazonense.

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