Operador financeiro do Cartel Jalisco Nova Geração morreu em confronto com forças armadas; governo diz que ele tentou fugir após atacar militares
O governo do México confirmou, nesta segunda-feira (23), a morte de Hugo “H”, conhecido como “El Tuli”, apontado como braço direito de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG).
A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa pelo titular da Secretaria da Defesa Nacional, general Ricardo Trevilla Trejo. Segundo ele, El Tuli morreu na mesma operação das Forças Armadas que resultou na morte de El Mencho.
De acordo com Trejo, o criminoso tentou fugir de carro na cidade de El Grullo, no estado de Jalisco, após atacar militares, mas acabou morto no confronto.
Ainda segundo as autoridades, El Tuli era responsável pela operação logística e financeira do cartel e considerado o principal homem de confiança de El Mencho. Com ele, foram apreendidos armas, munições, cerca de 7,2 milhões de pesos e quase US$ 1 milhão em dinheiro.
O jornal mexicano El Universal informou que El Tuli também coordenava bloqueios de estradas e ataques contra as Forças Armadas. Ele teria oferecido até 20 mil pesos por cada soldado morto.
Morte de El Mencho provoca onda de violência
Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, morreu durante uma operação das Forças Armadas na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco. Ele era fundador do Cartel Jalisco Nova Geração, que se tornou uma das organizações criminosas mais poderosas e violentas do país após a prisão de líderes do Cartel de Sinaloa.
Segundo autoridades mexicanas, o traficante, de 59 anos, foi localizado após um encontro romântico facilitar sua identificação. Acusado de contrabandear fentanil do México para os Estados Unidos, ele era um dos criminosos mais procurados do país.
A morte do líder do CJNG desencadeou uma série de retaliações. Entre as ações atribuídas ao grupo estão bloqueios de rodovias, ataques contra integrantes da Guarda Nacional, tentativa de invasão ao Aeroporto Internacional de Guadalajara e o anúncio de recompensa de US$ 1 mil por cada militar mexicano morto.
As forças de segurança reforçaram a presença em Jalisco e em estados vizinhos para conter novos episódios de violência.



