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    Saúde

    Menina de 6 anos enfrenta tumor raro sem abrir mão da infância, Paciente em tratamento no Hospital Rio Solimões, da Hapvida, mantém a rotina escolar e conscientiza sobre o neuroblastoma nas redes sociais

    GUILHERME MORAESBy GUILHERME MORAES8 de junho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Paciente em tratamento no Hospital Rio Solimões, da Hapvida, mantém a rotina escolar e conscientiza sobre o neuroblastoma nas redes sociais

    Aos 6 anos, Ayla Queiroz concilia a escola e as atividades da infância com o tratamento de um neuroblastoma, tipo raro de câncer infantil. A paciente, que é gêmea, realiza sessões de quimioterapia e acompanhamento multiprofissional no Hospital Rio Solimões, da Hapvida. Além disso, Ayla posta, nas redes sociais, vídeos de alerta e conscientização sobre a doença.

    Os primeiros sinais surgiram por meio de dores na região inferior do abdômen que irradiavam para uma das pernas. Inicialmente, os sintomas não levantaram suspeitas sobre a gravidade do quadro. Avaliações clínicas e exames de imagem identificaram a presença de um tumor. Localizado na região das glândulas suprarrenais, estruturas situadas acima dos rins responsáveis pela produção de hormônios importantes para o organismo.

    A doença e dados
    O neuroblastoma é um dos tipos mais frequentes de câncer na infância, representando entre 8% e 10% dos casos oncológicos infantojuvenis, com incidência estimada de 7 a 10,5 casos por milhão de crianças. Mais de 90% dos diagnósticos ocorrem antes dos 5 anos de idade, sendo considerado o câncer mais comum no primeiro ano de vida e raro em crianças acima dos 10 anos.

    Cerca de 80% dos tumores se desenvolvem na região abdominal, especialmente nas glândulas adrenais, localizadas acima dos rins, embora também possam surgir no tórax, pescoço ou pelve.

    Após a confirmação do diagnóstico
    A mãe, Andressa Queiroz, conta que, após a confirmação do diagnóstico, Ayla iniciou rapidamente o protocolo terapêutico na Hapvida. Passou a ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar especializada em oncologia pediátrica. Desde então, sua rotina passou a incluir sessões de quimioterapia, consultas médicas e exames periódicos.

    “A Ayla sempre foi uma criança ativa e cheia de energia. Por isso, o diagnóstico pegou toda a família de surpresa. Ela começou a reclamar de dores por alguns dias, mas depois melhorou. Não apresentou sintomas mais graves que nos fizessem imaginar que poderia ser algo tão sério. Foi um choque para todos nós”, relembra Andressa.

    Para acompanhar a filha durante todas as etapas do tratamento, a mãe precisou se afastar das atividades profissionais e dedicar-se integralmente aos cuidados da criança.

    “O tratamento exige muito da criança e da família. Nossa vida mudou completamente, mas buscamos manter a rotina dela o mais próxima possível da normalidade. A escola, os amigos e os momentos de lazer ajudam muito no processo”, conta Andressa.

    Diagnóstico precoce
    De acordo com Paula Marinho, oncologista pediátrica da Hapvida, embora seja uma condição rara, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as possibilidades de controle da doença e melhora os resultados do tratamento. Os tumores infantis costumam apresentar sintomas pouco específicos, o que exige atenção dos pais e responsáveis.

    “Dores persistentes, alterações comportamentais, perda de peso sem causa aparente, aumento abdominal e cansaço excessivo estão entre os sinais que merecem investigação médica. Muitas vezes, os sintomas podem ser confundidos com condições comuns da infância, o que alerta para a importância de buscar avaliação especializada quando os sinais persistem ou fogem do padrão habitual da criança”, explica Paula Marinho.

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