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Brasília – O candidato à Presidência Pablo Marçal (PRTB) afirmou nesta segunda-feira (18) que o valor de R$ 7,4 bilhões apontado em sua declaração de bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) resultou de um erro de digitação cometido por sua equipe ao preencher o registro de candidatura.

Segundo ele, o valor não reflete o patrimônio real declarado por ele ao Imposto de Renda, que, Marçal afirma, soma R$ 149 milhões.

A explicação vem em meio a uma candidatura que já enfrenta contestação na Justiça Eleitoral.

O coach foi condenado pelo TRE-SP por abuso de poder econômico na disputa de 2024 a prefeito de São Paulo.

Marçal só conseguiu registrar o nome ao TSE por meio de uma liminar concedida faltando minutos do prazo final, e segue tecnicamente inelegível até 2032 enquanto aguarda decisão definitiva da Justiça.
Erro no formulário

O valor de R$ 7,4 bilhões chamou atenção assim que o registro de candidatura foi publicado e foi amplamente noticiado antes mesmo de Marçal se manifestar. Questionado sobre a origem do número durante entrevista ao canal Brasil Paralelo, ele disse não ter dúvidas sobre a causa.

“Qual foi o erro de fato? O que aconteceu? É óbvio que é de digitação”, disse.

Segundo Marçal, quem preencheu o formulário no sistema do TSE digitou os valores manualmente em vez de importar o arquivo da declaração de Imposto de Renda, o que teria evitado a distorção.
Zeros a mais

Marçal apontou dois pontos específicos da declaração como origem do problema. O primeiro é um terreno cujo valor teria saltado, segundo ele, de pouco mais de R$ 4 milhões para “R$ 400 e poucos milhões”. Ele afirma que o valor correto é o que pagou pelo imóvel, hoje estimado por ele em cerca de R$ 100 milhões.

O segundo ponto é uma aplicação financeira no Itaú que apareceu como R$ 6 bilhões na declaração. Para o candidato, o valor real é de R$ 6 milhões, com três zeros digitados a mais: “Aí três zeros juntos sai de 6 milhões para quanto? Para 6 bi.”
‘Não foi estratégia’

Ele negou que a discrepância tenha sido usada como estratégia para chamar atenção. “Zero. Isso não foi estratégia”, disse, acrescentando que o próprio patrimônio, corrigido, é bem menor do que o divulgado e que a comparação com o de outros candidatos tem sido desigual: “A candidata do pessoal que tem um Toyota de R$ 35 milhões de reais, ninguém pegou de surpresa.”

A retificação da declaração de bens, segundo Marçal, já estava em andamento no momento da entrevista.

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