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Dois integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela Justiça do Amazonas por incendiarem três ônibus escolares da rede pública de Envira, no interior do estado. A decisão, proferida na quarta-feira (1º), atendeu parcialmente aos pedidos apresentados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) durante a ação penal.

Os réus foram condenados pelos crimes de organização criminosa, incêndio majorado e dano qualificado. As penas somadas chegam a 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 2 anos e 1 mês de detenção pelo crime de dano qualificado e pagamento de multa. A Justiça também manteve a prisão preventiva dos condenados e negou o direito de recorrerem em liberdade.

Durante a instrução processual, o MPAM apresentou provas testemunhais, periciais e outros elementos que comprovaram a participação direta dos acusados no incêndio dos veículos, executado por determinação de uma facção criminosa.

Na sentença, a Justiça reconheceu que os condenados incendiaram os ônibus escolares sob ordens da organização criminosa, causando prejuízos ao patrimônio público e comprometendo o transporte de estudantes do município. A decisão também destacou que o ataque teve o objetivo de intimidar a população e demonstrar o poder da facção na região.

Segundo o promotor de Justiça Christian Guedes da Silva, a condenação representa uma resposta firme às ações criminosas praticadas contra a população de Envira.”O Ministério Público conseguiu demonstrar, ao longo da instrução criminal, a responsabilidade dos autores pelo incêndio criminoso que destruiu ônibus escolares e buscou instaurar o medo na população, resultando na condenação dos envolvidos pelos crimes reconhecidos pelo Poder Judiciário. Mais do que a responsabilização penal, essa decisão reafirma que atos de violência promovidos por organizações criminosas não serão tolerados e que as instituições permanecem unidas na defesa da ordem pública, da segurança da população e do patrimônio público”, afirmou o promotor.

O crime

O ataque ocorreu na noite de 29 de setembro de 2025, quando os condenados incendiaram três ônibus escolares em represália à morte de dois integrantes da facção durante um confronto com policiais militares. As investigações apontaram que a ação criminosa foi determinada pela liderança da organização.

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