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O investigador da Polícia Civil Enoque Galvão, irmão do lutador e professor de jiu-jitsu Melqui Galvão, foi afastado das funções por suspeita de facilitar a entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde o irmão estava preso, em Manaus.

Segundo a polícia, a investigação começou depois que Melqui teria tido acesso a um celular e feito uma videochamada de dentro da cela na tentativa de supostamente intimidar uma das vítimas a mudar o depoimento. Ele foi preso, no dia 28 de abril, suspeito de estuprar seis alunas durante os treinos.

Ainda conforme a PC-AM, o Enoque Galvão vai responder a procedimentos administrativos disciplinares na Corregedoria-Geral da instituição. Já Melqui, foi transferido para unidade prisional em São Paulo, onde vai responder pelos crimes.

Leia nota na íntegra:

A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM) informa que, tão logo tomou conhecimento da entrada irregular de aparelho celular em dependências de unidade de custódia, adotou imediatamente medidas administrativas para rigorosa apuração dos fatos.

A instituição esclarece que foram realizadas inspeções internas no dia 02/05 e, posteriormente, vistoria acompanhada pelo Ministério Público no dia 04/05. Após as verificações preliminares, foram identificados indícios de participação de um servidor, Enoque Galvão (irmão do custodiado) relacionados à facilitação do ingresso de terceiro não autorizado na unidade.

O servidor responderá aos procedimentos administrativos disciplinares cabíveis junto à Corregedoria-Geral da PC-AM e foi afastado das suas funções operacionais. Ressaltamos que em uma operação conjunta das Polícia Civil do Amazonas e de São Paulo, o custodiado foi transferido para capital paulista no último dia 07/05.

A Polícia Civil do Amazonas reforça que não compactua com qualquer conduta incompatível com os princípios da legalidade, ética e disciplina institucional, adotando todas as providências administrativas e legais cabíveis com o rigor necessário.

Sobre o caso

Melqui Galvão foi preso durante investigação que apura denúncias de abuso sexual envolvendo menores de idade. Segundo a polícia, o caso começou a ser investigado após uma jovem de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar abusos sexuais durante uma competição esportiva fora do país.

Além de treinador de jiu-jítsu, Melqui também era instrutor de defesa pessoal dentro da Polícia Civil do Amazonas e ocupava o cargo de investigador. Assim que tomou ciência do caso, ele também foi afastado das funções até a conclusão das apurações.

A Polícia Civil também investigará a regularidade do vínculo funcional e das possíveis incompatibilidades no exercício de atividades em outros estados.

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