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Escolhido relator do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, senador aponta o potencial do Amazonas e defende mais indústria e empregos no estado

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) anunciou nesta quinta-feira (27) que foi escolhido relator, no Senado Federal, do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Com a nova função, ele afirmou que vai colocar o potencial mineral do estado no centro da discussão nacional.

“Vou trabalhar para garantir um tratamento especial ao Amazonas, porque nosso estado possui terras raras não apenas nos resíduos de Pitinga, em Presidente Figueiredo, mas também em várias outras regiões, especialmente no Alto Rio Negro”, afirmou.

A escolha ocorre 13 dias depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, determinar, em 14 de agosto, o encaminhamento da proposta às comissões. A designação de Braga permite que um representante do Amazonas conduza uma das discussões mais estratégicas do país e participe diretamente da construção das novas regras para o setor.

Durante entrevista ao programa Povo na TV, Braga afirmou que a defesa da soberania nacional sobre esses recursos será uma das prioridades de seu trabalho.

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“As terras raras são minérios muito especiais, minérios críticos. Terei como prioridade a manutenção da soberania nacional sobre esse bem, que é um recurso natural não renovável”, declarou.

Os minerais críticos são utilizados na fabricação de celulares, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas, veículos elétricos, baterias e tecnologias ligadas à defesa e à transição energética. Entre eles estão o nióbio, o lítio e o cobalto. As terras raras, por sua vez, formam um grupo de 17 elementos químicos importantes para a indústria de alta tecnologia.

Esses recursos são disputados pelas grandes potências mundiais, especialmente Estados Unidos e China. Braga defende que o Brasil aproveite essa riqueza para gerar valor agregado, empregos, renda, desenvolvimento e absorção de tecnologia, preparando o país para o futuro.

No Amazonas, estudos apontam a ocorrência de minerais estratégicos em diferentes regiões. Pitinga já possui atividade mineral e é considerada uma das áreas com maior possibilidade de aproveitamento de terras raras no estado. No noroeste amazonense, pesquisas geológicas também identificam potencial para nióbio, terras raras e outros minerais críticos.

Riqueza transformada em empregos

Para Braga, o tratamento especial ao Amazonas passa pelo aproveitamento do potencial mineral para impulsionar a indústria de transformação no próprio estado, gerando empregos, renda, desenvolvimento e tecnologia.

“O Amazonas, nos minerais críticos, como nós chamamos, tem um papel preponderante e um futuro grandioso”, afirmou.

O projeto em análise cria regras nacionais para a pesquisa, a produção e o processamento dos minerais críticos e estratégicos. O texto também prevê incentivos à transformação industrial no Brasil, investimentos em pesquisa e tecnologia e mecanismos de controle sobre um setor considerado fundamental para a soberania nacional.

Braga também apontou a petroquímica como outra possibilidade de crescimento para o Amazonas. Segundo ele, a utilização do gás natural e dos recursos minerais na indústria de transformação pode diversificar a economia, fortalecer a Zona Franca de Manaus e gerar mais empregos.

“A indústria de transformação é a que mais gera emprego e a que mais faz o PIB crescer, o Produto Interno Bruto”, disse.

Candidato ao Senado pelo Amazonas, número 155, Eduardo Braga afirmou que pretende usar a relatoria para defender os interesses do estado e fazer com que as riquezas existentes no território amazonense sejam transformadas em desenvolvimento, tecnologia, empregos e renda para a população.

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