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    Chega a 555 mortos em ataques de EUA e Israel contra o Irã; líder supremo Ali Khamenei é morto

    Alex cruzBy Alex cruz2 de março de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Explosões foram registradas em Teerã e em ao menos 131 cidades; governo iraniano confirma morte do aiatolá e promete retaliação

    O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizado neste sábado (28), deixou 555 mortos e ao menos 747 feridos, segundo informações divulgadas pela organização humanitária Crescente Vermelho. A entidade afirmou ainda que 131 cidades iranianas foram atingidas durante a ofensiva.

    Explosões foram ouvidas na capital, Teerã, e em dezenas de outros municípios ao longo do dia. Em meio à escalada do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto nos ataques. A informação foi confirmada horas depois pelo regime iraniano.

    Em resposta à ofensiva, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. O governo dos EUA informou que os danos às instalações militares foram “mínimos”.

    O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim.

    Esta é a segunda vez em menos de um ano que os EUA realizam ataques contra o Irã. Em junho de 2025, uma operação conjunta bombardeou estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.

    Objetivo é destruir programa nuclear, diz Trump

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Trump afirmou que a ofensiva tem como objetivo eliminar o programa nuclear iraniano e proteger os Estados Unidos de ameaças externas.

    “Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear”, declarou o presidente. Ele também incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem.

    O primeiro-ministro de Israel afirmou que a operação busca “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã”.

    Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou a ação como uma “agressão militar criminosa” que coloca em risco a paz mundial e pediu providências à Organização das Nações Unidas (ONU). O governo iraniano declarou que estava preparado para negociar, mas que agora responderá “com firmeza” à ofensiva.

    Cerco militar no Oriente Médio

    Os Estados Unidos ampliaram nas últimas semanas sua presença militar na região com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, que se juntaram a outros navios de guerra e bases já mantidas no Oriente Médio.

    Ao todo, os EUA controlam ao menos dez bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove. Também há relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel.

    Paralelamente, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite indicam que o país reforçou e camuflou instalações nucleares nas últimas semanas.

    Crise política e econômica

    O conflito ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade interna no Irã. O país enfrenta dificuldades econômicas agravadas por sanções internacionais, inflação acima de 40% ao ano e desvalorização acentuada da moeda local.

    Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é uma república teocrática liderada pelo aiatolá, figura que concentra a autoridade máxima do país. O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades individuais.

    Nos últimos anos, protestos populares contra o governo foram reprimidos com violência, deixando milhares de mortos, segundo relatos da imprensa internacional. A tensão política se intensificou com a retomada da política de “pressão máxima” dos EUA após o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.

    Histórico de tensões

    As relações entre Irã e Estados Unidos são marcadas por décadas de hostilidade, desde a Revolução Islâmica que instaurou o regime dos aiatolás. Ao longo dos anos, Washington impôs sanções e embargos com o objetivo de conter o avanço do programa nuclear iraniano e limitar a influência do país no Oriente Médio.

    Em 2015, durante o governo de Barack Obama, foi firmado um acordo histórico que limitava o programa nuclear iraniano. Dois anos depois, Trump retirou os EUA do tratado e restabeleceu sanções.

    Em 2020, uma operação americana matou o general Qassem Soleimani, um dos principais comandantes militares iranianos, elevando a tensão entre os dois países. No ano passado, um novo ataque contra instalações nucleares iranianas resultou em contra-ofensiva limitada e posterior cessar-fogo.

    A nova escalada reacende temores de um conflito regional de grandes proporções, com impactos diretos sobre o mercado global de energia e a estabilidade no Oriente Médio.

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