Publicidade
window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/194553192/pmm_portaldomoraes', [[1, 1], [1140, 200], [300, 250], [970, 150], [300, 300], [1024, 100], [680, 180], [750, 200], [900, 100], [300, 600], [798, 136], [1000, 255]], 'gpt-passback').addService(googletag.pubads()); googletag.enableServices(); googletag.display('gpt-passback'); });

Após representação da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) revogou a medida cautelar de suspensão dos serviços de dragagem e desassoreamento nas fozes do Educandos, São Raimundo e Tarumã, em despacho publicado na quarta-feira, 10/1.

No documento, a Seminf manifestou a precisão de continuidade dos trabalhos devido à, ainda recorrente, situação de estiagem no estado. Justificou também, de forma discriminada, a contratação de empresa por modalidade de dispensa, em face da “ocorrência de situação de emergência ou calamidade pública, necessidade de urgência no atendimento da situação e do risco à segurança de pessoas”.

Sobre justificativa de preço, a pasta apresentou o mapa comparativo de preços, advinda de prévia pesquisa entre as empresas do ramo, tendo a Pomar Comércio e Derivados de Petróleo e Construção classificada com a melhor proposta.

A conselheira-presidente do TCE, Yara Lins, manifestou urgência na revisão da medida. “Isto porque restou evidenciado nos autos que, apesar da regular subida do rio Negro, o serviço está sendo executado nos leitos dos igarapés que ainda se encontram em severa estiagem”.

Lins acrescentou que a revogação considera “periculum mora inverso”, que é a possibilidade de o deferimento da liminar causar mais dano à parte requerida do que visa evitar a requerente.

“Constam nos autos informações apontando a necessidade de uma ação de intervenção emergencial para minimizar os desastres naturais e evitar a ocorrência de acidentes que possam pôr em risco o patrimônio e a integridade física da população que vive às margens dos supracitados igarapés, bem como melhorar a navegabilidade desses cursos d ́água”, alega Lins.

Ao fim do despacho, a conselheira afirma que os ditames legais para a dispensa foram atendidos. “(…) não restando mais caracterizada a fumaça do bom direito, que por sua vez é requisito para deferimento e concessão de medida cautelar”.

A prefeitura iniciou, em dezembro de 2023, a dragagem e o desassoreamento das três principais fozes de Manaus: São Raimundo, Educandos e Tarumã. O intuito do serviço é a remoção de areia, lodo e outros sedimentos do fundo do igarapé, para facilitar a passagem da corrente de água e a navegação de ribeirinhos.

O trabalho deve se estender para outros 14 pontos de igarapés nos bairros e comunidades da capital, como forma de prevenção às alagações decorrentes das fortes chuvas no primeiro semestre do ano. No bairro Tancredo Neves, a comunidade Novo Reino, na zona Leste, começa a ser contemplada com máquinas realizando a limpeza do igarapé.

Texto – Alessandra Taveira / Seminf
Fotos – Victor Hugo, Márcio Melo, Carlos Oliveira e Rayner Souza / Seminf

Share.

Comments are closed.

Exit mobile version