Sindicato afirma que dívida do Governo do Amazonas com a operadora Hapvida ultrapassa R$ 52 milhões e cobra regularização imediata
📍 Manaus/AM
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (SINTEAM) denunciou a suspensão dos atendimentos eletivos do plano de saúde destinado aos servidores da rede estadual de ensino. Segundo a entidade, a medida ocorreu após um suposto atraso de sete meses nos repasses do Governo do Amazonas à operadora Hapvida, com uma dívida que, de acordo com o sindicato, ultrapassaria R$ 52 milhões.
A presidente do SINTEAM, Ana Cristina, afirmou que a situação afeta professores, pedagogos, auxiliares administrativos e demais trabalhadores da educação que dependem do plano para consultas, exames e tratamentos contínuos.
“Já é a quinta vez que o plano de saúde é suspenso. Isso nos preocupa muito, porque os trabalhadores da capital e do interior que fazem tratamento contínuo poderão ficar sem atendimento”, declarou.
Conforme o sindicato, a Hapvida manteve os serviços durante os meses de atraso, mas suspendeu os procedimentos eletivos nesta semana. Os atendimentos de urgência e emergência seguem sendo realizados temporariamente.
A entidade também demonstra preocupação com servidores do interior que precisam viajar até Manaus ou realizar tratamento fora do domicílio.
“Como vão ficar esses trabalhadores? Quem vai se responsabilizar pela saúde física e mental dessas pessoas? O governo precisa honrar o compromisso assumido com os trabalhadores em educação”, afirmou a presidente.
Segundo o SINTEAM, a operadora teria concedido prazo até sexta-feira (7) para que parte dos valores em atraso seja quitada. Caso não haja acordo, o sindicato informou que convocará uma assembleia emergencial na próxima segunda-feira (10), quando poderá discutir uma paralisação das atividades escolares.
Além disso, a entidade informou que está adotando medidas judiciais e pretende acionar o Ministério Público para acompanhar o caso e buscar a continuidade da assistência aos servidores.
Até o momento, o Governo do Amazonas e a Hapvida não divulgaram posicionamento oficial sobre os valores apontados pelo sindicato, o prazo para regularização dos pagamentos ou a possibilidade de interrupção total dos atendimentos. O espaço permanece aberto para manifestação das partes envolvidas.

