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    Início » Roberto Cidade deixa professores sem plano de saúde após dívida de R$ 52,7 milhões com a Hapvida
    Amazonas

    Roberto Cidade deixa professores sem plano de saúde após dívida de R$ 52,7 milhões com a Hapvida

    GUILHERME MORAESBy GUILHERME MORAES5 de agosto de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Amazonas – A crise na administração estadual do Amazonas ganhou um novo e grave capítulo. Documentos obtidos pelo Portal CM7 Brasil revelam que o Governo do Estado, comandado por Roberto Cidade, acumula uma dívida de R$ 52.752.876,31 junto à operadora Hapvida, referente ao plano de saúde oferecido aos professores e demais servidores da rede estadual de ensino — e que, mais uma vez, o descontrole financeiro da gestão ameaça deixar milhares de famílias sem assistência médica. Em notificação formal enviada no dia 29 de julho de 2026 à Secretaria de Estado da Educação e Desporto (SEDUC), a Hapvida Assistência Médica S.A. detalha oito faturas vencidas e não pagas, algumas com atraso de mais de três anos — a mais antiga venceu em março de 2022, ainda durante a gestão de Wilson Lima. A operadora avisa que, caso a Secretaria não regularize o débito ou apresente uma solução efetiva de pagamento, os atendimentos eletivos serão suspensos em até 24 horas. Na prática, isso significa consultas, exames, cirurgias, tratamentos oncológicos e terapias de acompanhamento de doenças crônicas interrompidos para professores, aposentados e seus dependentes — pessoas que dedicaram a vida à formação de gerações de amazonenses e que agora enfrentam a incerteza de não saber se poderão continuar seus tratamentos. Um padrão de descontrole, não um episódio isolado O caso do plano de saúde não é um fato pontual. Ele se soma a um cenário mais amplo de desorganização na gestão da saúde pública estadual, que já vinha sendo denunciado por entidades médicas. O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), o Conselho Regional de Medicina (CRM-AM), a Federação Médica Brasileira (FMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) vêm cobrando publicamente do Governo um cronograma claro para o pagamento de honorários em atraso — dívidas que, segundo o próprio sindicato, se acumulam desde 2024 e afetam médicos contratados por empresas terceirizadas que atuam na rede estadual. Diante da repercussão, o Governo anunciou a liberação de R$ 127 milhões para quitar dois meses de atrasos aos profissionais de saúde, com um lote inicial de R$ 84 milhões já repassado. Mas o anúncio não resolve o problema de fundo: a recorrência dos atrasos revela uma gestão incapaz de planejar e sustentar o pagamento de compromissos essenciais, obrigando fornecedores e prestadores de serviço a atuarem sob constante insegurança jurídica e financeira — e a população a pagar o preço da desorganização administrativa.

    As perguntas que o Governo do Estado não pode mais evitar A gravidade da situação exige respostas objetivas por parte da administração estadual: – Como um contrato essencial para a saúde de milhares de professores acumulou uma dívida superior a R$ 52 milhões sem que houvesse regularização? – Existe, de fato, um cronograma oficial e vinculante para a quitação integral do débito? – Que garantias concretas o Governo oferece para que nenhum professor ou dependente tenha seu tratamento interrompido? – Quais medidas estruturais estão sendo adotadas para impedir que episódios como esse — e como os atrasos crônicos a médicos da rede — voltem a se repetir? Enquanto essas perguntas não forem respondidas, professores e servidores do Amazonas seguem na incerteza sobre a continuidade de um direito básico: o acesso à saúde. Saúde, educação e segurança são obrigações constitucionais do Estado — e quando um governo falha simultaneamente nas três frentes, o que se revela não é um problema conjuntural, mas um retrato da incompetência de sua gestão. O Portal CM7 Brasil procurou a assessoria do Governo do Amazonas e do gabinete do governador Roberto Cidade para comentar o caso, e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestação oficial.

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