Acidente com a lancha Lima de Abreu XV deixou duas mortes, sete desaparecidos e 71 sobreviventes resgatados na região; Marinha mantém buscas e investiga causas
Quatro sobreviventes do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na região do Encontro das Águas, em Manaus, receberam alta hospitalar após atendimento em unidades da rede estadual de saúde. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).
De acordo com a pasta, os pacientes passaram por avaliação clínica e exames. Uma quinta sobrevivente segue internada em Manaus, com quadro de saúde estável.
O naufrágio aconteceu na sexta-feira (13), após a embarcação sair de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. Ao todo, 71 pessoas foram resgatadas com vida, mas o acidente resultou em duas mortes — uma criança e uma jovem de 22 anos — e deixou sete desaparecidos.
Vídeos mostram passageiros na água e resgate improvisado
O acidente ocorreu por volta das 12h30. Vídeos obtidos pela Rede Amazônica mostram diversas pessoas na água, incluindo crianças, sobre botes salva-vidas, enquanto aguardavam socorro.
As imagens também registram embarcações próximas tentando ajudar no resgate dos passageiros.
Em um dos vídeos, uma passageira que ficou à deriva afirma ter alertado o condutor da lancha para reduzir a velocidade devido ao banzeiro, ondas turbulentas comuns na região.
“Falei para ir devagar”, disse a mulher no registro.
Comandante foi preso e liberado após pagar fiança
O comandante da lancha, identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante no porto da capital, onde estava com outros sobreviventes.
Após pagamento de fiança, ele foi liberado e vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Marinha mantém buscas e abriu inquérito
Segundo a Marinha do Brasil, as buscas continuam neste sábado (14), tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios, com apoio de embarcações e mergulhadores.
De acordo com o Comando do 9º Distrito Naval, foram empregados:
- uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste;
- uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas;
- duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
A corporação informou ainda que coletou dados dos sobreviventes para auxiliar nas buscas e na apuração do caso.
Um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) foi instaurado para investigar as causas e responsabilidades do naufrágio, conforme prevê a legislação.



