Segundo a corporação, os agentes foram retirados do serviço operacional e responderão a processo administrativo disciplinar
A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) afastou das ruas os policiais militares envolvidos no atropelamento que matou dois cães em Manaus. A decisão foi anunciada na tarde deste domingo (1º), poucas horas após o caso ganhar repercussão.
O atropelamento ocorreu na Avenida Coronel Sávio Belota, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da capital. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os animais, que estavam parados na via, foram atingidos por uma viatura da PM. O veículo passa por cima dos cães e segue sem parar.
O episódio ocorre em meio à comoção nacional provocada pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, que morreu após ser agredido na Praia Brava. O animal chegou a ser socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a PMAM informou que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta dos policiais envolvidos no caso em Manaus.
“Ao tomar conhecimento do fato, a PMAM iniciou, imediatamente, o processo de identificação dos envolvidos e um procedimento administrativo disciplinar foi aberto pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD). A corporação ressalta que não compactua com a conduta apresentada pela guarnição e que a apuração do caso será conduzida com rigor”, informou a polícia.
Ainda segundo a corporação, os policiais foram presos em flagrante logo após o ocorrido e levados ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde prestaram depoimento. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também instaurou inquérito para investigar o caso.
“Equipes da PC-AM foram deslocadas ao local, onde realizaram todas as diligências necessárias. A ocorrência será encaminhada à Delegacia Especializada em Meio Ambiente (DEMA), que dará prosseguimento às providências cabíveis”, informou a Polícia Civil.
Dona lamenta morte dos animais
A comerciante Maria Paulete, dona dos cães, disse que os animais tinham 10 e 7 anos de idade. Um deles deixou quatro filhotes.
“Eles eram animais calmos, não mexiam com ninguém. Saíam, davam uma voltada e depois voltavam. Eram mansos e castrados”, contou.
Ela afirmou ter presenciado o momento do atropelamento.
“Eu vi no momento em que a viatura passou. Eles pareciam estar loucos, passaram com tudo e foram embora. Não pararam nem para prestar socorro. É um crime. Eles, os policiais, eram pra cuidar, não para matar”, disse.
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