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O Tribunal do Júri condenou dois homens, em Manaus, pela morte da adolescente Lenita da Silva e Silva, que tinha 14 anos de idade. A menina foi assassinada em maio de 2020, no ramal da Praia Dourada, bairro Tarumã, Zona Oeste da capital, após uma emboscada em meio a uma guerra entre duas facções rivais.

A 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou os réus Erick Anderson Muniz Castro e João Matheus Souza Sarmento a 28 anos e 21 anos de prisão, respectivamente.

Um terceiro acusado de participação no homicídio qualificado, Cleandro Vasconcelos Viana, foi absolvido pelos jurados.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) denunciou os três à justiça estadual.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), durante interrogatório, João Matheus disse que foi Erick Anderson quem fez os disparos contra a adolescente e que não sabia que ele iria matá-la.

Cleandro negou participação no crime. Erick também negou ter matado Lenita.

Depois dos depoimentos, por maioria de votos, o Conselho de Sentença entendeu que João Matheus Souza Sarmento e Erick Anderson cometeram o crime e condenou os dois acusados.

João Matheus respondia ao processo em liberdade. O juiz de direito James Oliveira dos Santos, que presidiu a sessão de julgamento, concedeu a ele o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Segundo o TJAM, Erick Anderson Muniz Castro já tem uma condenação de 17 anos e seis meses em outro processo que tramita na 3.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Com a nova condenação, o magistrado ordenou que ele comece de imediato o cumprimento provisório da pena.

O tribunal informou que os dois condenados podem recorrer das sentenças.

Denúncia

A adolescente foi morta a tiros no ramal da Praia Dourada, em Manaus, na noite de de 23 de maio de 2020.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Amazonas, os três homens participaram do homicídio.

Consta no inquérito policial, que João Matheus enviou mensagens para a adolescente, com um convite para uma festa.

A jovem aceitou o convite. “A vítima teria enviado mensagem avisando que já estava “arrumada”. Após ser apanhada no bairro onde morava, todos seguiram de carro para a estrada da Praia Dourada, onde a menina foi morta e seu corpo foi abandonado no local”, detalhou o TJAM.

Conforme informações da fase de inquérito policial, a morte da menina tinha relação com a disputa entre facções criminosas. “Durante o interrogatório, em plenário, um dos réus afirmou que a vítima tinha envolvimento com pessoas ligadas a uma facção”, destacou o Tribunal de Justiça.

Fonte: G1 Amazonas
Foto: TJAM

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