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A proximidade do 59º Festival Folclórico de Parintins acendeu o sinal de alerta para a atuação de estelionatários. Para evitar que turistas e brincantes caiam em armadilhas financeiras, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), divulgou uma série de recomendações de segurança para o período festivo.

De acordo com a delegada Deborah Barreiros, titular da Dercc, a altíssima demanda por serviços na Ilha da Magia atrai criminosos. Os golpes virtuais mais comuns envolvem a falsificação e a venda duplicada de ingressos, além de anúncios falsos de pacotes de passagens e hospedagens.

As táticas dos golpistas: “Preço baixo e urgência”

A autoridade policial explica que os criminosos usam a psicologia do consumidor para aplicar os golpes, apostando em duas estratégias principais:

  • Senso de urgência: O falso vendedor pressiona a vítima a pagar imediatamente, alegando que as vagas estão esgotadas ou que outra pessoa vai comprar.
  • Preços milagrosos: Ofertas com valores muito abaixo da média de mercado para o período do festival.

“É preciso ter cautela com promoções imperdíveis. Essa pressa exigida pelo golpista serve justamente para impedir que a vítima faça verificações prévias”, adverte a delegada Deborah Barreiros.

Guia de prevenção para o turista

Para não ter o sonho do festival transformado em prejuízo, a Polícia Civil orienta:

  • Cheque o histórico: Priorize empresas credenciadas, com CNPJ ativo, histórico comprovado e avaliações reais de outros clientes.
  • Desconfie de canais informais: Evite fechar negócios com perfis recém-criados em redes sociais ou sites sem canais oficiais de suporte.
  • Atenção à forma de pagamento: Golpistas priorizam transferências via Pix ou boletos, modalidades onde a recuperação do dinheiro é mais difícil após o envio.

Fui vítima, e agora?

O sumiço do vendedor logo após a confirmação do pagamento é o sinal definitivo do golpe. Caso isso aconteça, a recomendação é registrar imediatamente todas as provas — como capturas de tela das conversas, links dos anúncios e os comprovantes bancários.

As vítimas devem registrar o Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia mais próxima ou por meio da internet, acessando a Delegacia Virtual (www.delegaciavirtual.cinetic.gov.br). A denúncia formal é indispensável para que a polícia rastreie os criminosos e bloqueie as contas utilizadas nas fraudes.

fonte; Portaldoholanda

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