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Proposta reconhece que transportar alunos e manter escolas nas comunidades distantes da região custa mais caro.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º/9), o relatório do senador Eduardo Braga (MDB), candidato ao Senado pelo Amazonas, número 155, sobre o projeto que cria o Fator Amazônico para a educação.

Na prática, a proposta reconhece uma realidade que o povo do Amazonas conhece bem: levar educação às comunidades mais distantes custa muito mais caro. É preciso pagar combustível, barco para transportar os estudantes, merenda, energia, internet e manutenção das escolas.

Hoje, grande parte do dinheiro da educação é distribuída conforme o número de alunos. Mas uma escola ribeirinha pode ter poucos estudantes e, mesmo assim, gastar mais do que uma escola localizada numa cidade grande.

O Fator Amazônico muda essa conta. Com ele, as escolas e redes públicas da região poderão receber mais recursos do Fundeb e de programas destinados ao transporte escolar, à alimentação e à infraestrutura.

Braga também defendeu que o cálculo considere a realidade de cada município. Manaus, por exemplo, não pode receber o mesmo índice de Jutaí, onde as comunidades são mais distantes e o acesso é muito mais difícil.

Para o povo, isso poderá significar mais condições para manter o transporte escolar, garantir a merenda, reformar as escolas e levar energia e internet às comunidades.

De autoria do senador Camilo Santana (PT-CE), o projeto agora segue para a Comissão de Educação e Cultura do Senado.

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