‘A Mandíbula de Caim’, lançado pela Intrínseca, traz um novo significado no sentido dos livros interativos. Já logo na capa, é descrito como “o quebra-cabeça literário mais terrivelmente difícil do mundo” – não se sabe exatamente quais são os outros concorrentes, mas é possível que não esteja longe disso.
Escrita no longínquo ano de 1934 por Edward Powys Mathers (1892-1939), o Torquemada (nome ligado à Inquisição Espanhola), a história parte de uma premissa curiosa: são 100 páginas publicadas em ordem aleatória. A graça está em tentar ordená-las entre milhões de combinações possíveis. Reza a lenda que a quantidade de pessoas que conseguiram cravar o resultado exato cabe nos dedos de uma mão.
‘A Mandíbula de Caim’ é um livro praticamente impossível de se ler uma única vez – e isso pode ser algo muito legal, mas também um tanto quanto desestimulante. Para quem busca um livro para se debruçar por dias a fio, apoiado por caneta marca-texto, lápis (há uma seção para anotações em cada página, muito útil) e disposição para fazer a cabeça raciocinar, é um prato cheio. Mas mesmo sendo um livro curto – cada uma das 100 páginas traz apenas um breve parágrafo -, não parece ideal para quem consegue ler apenas durante períodos curtos ou espaçados, ou que o faça de pé num transporte público, por exemplo. Como uma espécie de escape room literária, é preciso comprometimento e dedicação para aproveitar a experiência ao máximo.
A edição brasileira foi lançada pela Editora Intrínseca no fim de 2022, tradução do relançamento do original de 1934 surgido graças a um crowdfunding em 2019.
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