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    WIT Incubadora conquista certificação máxima do CERNE durante 36ª Conferência Anprotec

    GUILHERME MORAESBy GUILHERME MORAES7 de julho de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Incubadora da FPFtech torna-se a primeira do Norte certificada no nível 4 do modelo nacional de excelência em ambientes de inovação

    A WIT Incubadora Tecnológica FPFtech alcançou um dos principais reconhecimentos nacionais para ambientes de inovação ao receber a certificação CERNE Nível 4 durante a cerimônia de encerramento da 36ª Conferência Anprotec, realizada em Manaus. Com a conquista, a WIT passa a integrar um seleto grupo de incubadoras brasileiras com o mais alto grau de maturidade em processos de gestão e desenvolvimento de startups, tornando-se a primeira da Região Norte a alcançar esse nível de certificação.

    O Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (CERNE) é o modelo nacional que avalia a qualidade da gestão de incubadoras, parques tecnológicos e demais ambientes promotores de inovação. Estruturado em quatro níveis de maturidade, o modelo certifica desde os processos de sensibilização e desenvolvimento de empreendedores até a capacidade de internacionalização das empresas incubadas.

    Segundo o Head de Inovação e Empreendedorismo da FPFtech, Alexandre Amorim, o reconhecimento consolida um trabalho que já fazia parte da rotina da incubadora desde sua criação.

    “A gente estruturou a WIT desde o início com base na metodologia do CERNE. Não montamos os processos para conquistar uma certificação; construímos uma incubadora preparada para desenvolver startups de forma consistente. A certificação apenas reconhece um modelo que já fazia parte do nosso dia a dia”, destaca.

    Alexandre explica que o nível 4 representa a maturidade máxima prevista pelo modelo e reconhece incubadoras capazes, inclusive, de apoiar a internacionalização das empresas incubadas.

    “Para uma startup, estar incubada em um ambiente certificado no nível máximo significa ser acompanhada por processos reconhecidos nacionalmente. Isso fortalece sua credibilidade diante de investidores, parceiros e do mercado, além de ampliar as oportunidades de crescimento”, afirma.

    O processo de certificação envolveu uma auditoria documental conduzida ao longo de mais de um mês, com análise detalhada de processos, contratos, indicadores e evidências das atividades desenvolvidas pela incubadora. Além da documentação, startups incubadas também participaram de entrevistas e avaliações realizadas por especialistas da Anprotec.

    Atualmente, a WIT possui capacidade para atender até 30 startups simultaneamente e já graduou cinco empresas desde sua criação. A área de Empreendedorismo Inovador da FPFtech também acumula resultados expressivos, como a captação de aproximadamente R$ 70 milhões em investimentos para startups e mais de R$ 20 milhões em recursos para projetos voltados ao fortalecimento do ecossistema de inovação.

    Além da incubadora, a atuação da área inclui o HAWK Centro de Inovação, responsável por promover conexões entre empresas, universidades, investidores e instituições de pesquisa, e o Bio&Tech Hub, iniciativa voltada à hospedagem de empresas inovadoras dentro do futuro parque tecnológico da FPFtech.

    Conferência reforçou protagonismo da inovação na Amazônia

    A certificação da WIT foi um dos destaques da 36ª Conferência Anprotec, que reuniu, em Manaus, representantes dos principais ambientes de inovação do Brasil e do exterior. De acordo com a presidente da Anprotec, Adriana Ferreira, esta edição foi um sucesso tanto pela mobilização quanto pelos resultados alcançados.

    Realizada com apoio da FPFtech, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), do Sebrae, da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a conferência reuniu cerca 1 mil participantes, representantes de todos os estados brasileiros e de mais de seis países. O evento recebeu quase 300 trabalhos técnicos e científicos, além de mais de 70 iniciativas inscritas no Prêmio de Boas Práticas em Empreendedorismo Inovador, envolvendo mais de 220 instituições.

    “Manaus mostrou a força dos ambientes de inovação como operadores das agendas de CT&I no país. Incubadoras, parques e hubs não são coadjuvantes desse processo, são eles que transformam pesquisa em negócio e conectam o desenvolvimento regional às cadeias nacionais. Sair da Amazônia com esse protagonismo consolidado é o maior resultado desta edição”, afirmou Adriana Ferreira.

    A programação contou com palestras, workshops, plenárias, apresentações técnicas, rodadas de networking e debates sobre temas estratégicos para o desenvolvimento da inovação nacional.

    Entre eles, o painel “Amazônia e o Futuro Sustentável”, que reuniu representantes de parques tecnológicos da região para discutir a integração da bioeconomia amazônica ao ecossistema brasileiro de inovação. A Analista de Negócios da WIT e especialista em bioeconomia e inovação, Olinda Canhoto, destacou a importância de fortalecer os ecossistemas locais como estratégia para promover uma inovação sustentável.

    “A bioeconomia na Amazônia precisa fortalecer seus ecossistemas. Mais do que crescer rapidamente, é necessário promover uma inovação gradual, consistente e conectada às necessidades da região”, ressaltou.

    Outro destaque da programação foi o workshop sobre inovação aberta promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo Carlos Alberto de Matos, representante do MCTI, o encontro apresentou experiências que demonstram como a conexão entre grandes empresas, startups e comunidades tradicionais pode gerar soluções com impacto econômico, social e ambiental.

    Durante o workshop, foram apresentados casos envolvendo cadeias produtivas sustentáveis, como o desenvolvimento de materiais ecológicos e iniciativas que ampliam oportunidades de geração de renda para comunidades amazônicas por meio da inovação aberta.

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