Sistema Deter registrou 722 hectares desmatados no mês e redução de 42% no número de alertas no estado
A área desmatada no Amazonas caiu 56,4% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número de alertas de desmatamento também teve queda no período: 42,8%.
De acordo com o sistema Deter, do Inpe, foram registrados 722 hectares desmatados em janeiro deste ano, contra 1.656 hectares no mesmo mês de 2025. Já os alertas passaram de 77 para 44.
Os números estão entre os menores da série histórica recente para o mês de janeiro. A última vez que o estado registrou uma área inferior a 722 hectares foi em 2021, quando o desmatamento somou 586 hectares. Em relação aos alertas, o menor número havia sido registrado em 2023, com 30 ocorrências.
Municípios com mais desmatamento
Em janeiro de 2026, Humaitá, no sul do Amazonas, concentrou a maior área desmatada, com 265 hectares. Em seguida aparecem Canutama, com 79 hectares, e Apuí, com 69.
No número de alertas, Borba liderou com seis registros. Canutama e Humaitá tiveram cinco alertas cada.
O que é o Deter
O Deter é um sistema de monitoramento criado pelo Inpe em 2004 para identificar, quase em tempo real, áreas com indícios de desmatamento e degradação na Amazônia. As informações são obtidas por meio de imagens de satélite e servem de base para ações de fiscalização ambiental.

