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Alana Arruda Pereira, de 25 anos, gravou vídeo com rapper amazonense em junho; artista fez homenagem após a morte

Manaus — A jovem Alana Arruda Pereira, de 25 anos, morta a tiros na quarta-feira (28) no bairro da Betânia, na Zona Sul de Manaus, participou da gravação de um clipe musical que exibe pessoas ostentando armas de fogo. O vídeo foi gravado em junho deste ano com o rapper amazonense Bygod, que usou as redes sociais para lamentar a morte da jovem.

Nas imagens, Alana aparece em diferentes cenas ao lado do artista e de outros participantes. Em um dos trechos, ela surge fumando, na garupa de uma motocicleta, e segurando o que aparenta ser um fuzil. O rapper e outras pessoas também aparecem portando armas durante a gravação.

Veja Vídeo:

https://portaldomoraes.com.br/wp-content/uploads/2026/01/clip-jovem_D24am-1.mp4

Após a confirmação da morte, Bygod publicou uma homenagem à jovem, a quem se referiu pelo apelido “Japinha”.

“Sempre acreditou no meu trampo. Eterna Japinha. Independente de tudo que estão falando dela, meu máximo respeito. Ela era uma artista foda”, escreveu o rapper.

O apelido citado faz referência a uma personagem conhecida nas redes sociais como “Japinha do CV”, associada ao Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A polícia do Amazonas não confirmou qualquer ligação de Alana com organizações criminosas.

O caso

Alana foi morta com um disparo no rosto. O autor do tiro, segundo a polícia, é o vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 32 anos, preso em flagrante após o crime.

De acordo com relatos colhidos no local, havia uma rixa antiga entre vizinhos, com versões divergentes sobre o que teria motivado o homicídio. Moradores afirmaram que a jovem alegava sofrer importunação sexual por parte do vigilante. Outras versões indicam que os conflitos eram recorrentes por problemas de convivência.

O delegado George Gomes, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que, inicialmente, foi descartada a hipótese de importunação sexual.

“A polícia trabalha apenas com aquilo que consegue comprovar. O que temos até agora é um histórico de desentendimentos e ameaças mútuas entre as partes. Outras informações ainda estão sendo apuradas”, afirmou.

Ainda segundo a DEHS, o suspeito não tentou fugir após o crime e aguardou a chegada da Polícia Militar. Apesar de atuar como vigilante, ele não possuía autorização legal para posse ou porte de arma de fogo.

Nesta quinta-feira (29), Emerson passou por audiência de custódia, e a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O caso segue sob investigação.

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