window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/194553192/pmm_portaldomoraes', [[1, 1], [1140, 200], [300, 250], [970, 150], [300, 300], [1024, 100], [680, 180], [750, 200], [900, 100], [300, 600], [798, 136], [1000, 255]], 'gpt-passback').addService(googletag.pubads()); googletag.enableServices(); googletag.display('gpt-passback'); });

Equipamentos foram recolhidos na residência da ex-candidata, em Manaus, após a Justiça restabelecer autorização para buscas; defesa denuncia perseguição política e questiona a operação.

A Polícia Civil do Amazonas apreendeu o celular e o computador pessoal de Maria do Carmo Seffair (PL), ex-candidata ao governo do estado, durante uma busca na residência dela, na região do Vieiralves, zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta sexta-feira (6). A diligência integra a investigação sobre a divulgação e a manipulação de imagens envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).

A operação foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar uma liminar que suspendia as buscas. Os aparelhos passarão por extração e análise de dados para esclarecer a participação dos investigados nos fatos apurados.

Em nota, a defesa de Maria do Carmo denunciou perseguição política, apontou possíveis abusos de autoridade e afirmou que garantias legais e prerrogativas da advocacia não teriam sido respeitadas durante o cumprimento do mandado.

Equipamentos serão analisados pela polícia

Maria do Carmo não estava na residência quando os policiais chegaram. Ela retornou ao imóvel por volta das 6h18, quando a diligência já havia começado.

O delegado Marcelo Martins, que assumiu a condução do inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil, relatou resistência durante a operação e discussões sobre o alcance da ordem judicial.

“Foi uma diligência difícil. Nós encontramos alguma resistência durante a execução do mandado, na medida que tivemos algumas discussões aí sobre alguns temas técnicos, jurídicos, sobre o alcance do mandado. Mas a gente conseguiu cumprir a ordem judicial”, afirmou.

Segundo o delegado, a análise dos dispositivos deverá ajudar a esclarecer a atuação de Maria do Carmo e dos demais investigados. Martins afirmou que a polícia já identificou violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e busca aprofundar a apuração sobre a participação de cada pessoa.

O caso é investigado no âmbito da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Justiça restabeleceu autorização para as buscas

A busca e apreensão havia sido autorizada durante a investigação. Segundo a defesa, Maria do Carmo compareceu espontaneamente à delegacia em 29 de outubro e se colocou à disposição dos investigadores.

No dia seguinte, uma liminar suspendeu temporariamente a medida em relação à ex-candidata. Os advogados alegaram que ela havia demonstrado disposição para entregar os aparelhos eletrônicos.

Na terça-feira (3), o desembargador Paulo Feitoza revogou a liminar e restabeleceu a autorização para a diligência. A decisão considerou a necessidade de preservar provas digitais que poderiam ser apagadas ou modificadas.

Investigação envolve uso de imagens durante a campanha

O caso ganhou repercussão em 25 de outubro, quando Omar Aziz abordou o assunto no primeiro discurso após a confirmação da vitória nas eleições.

Na ocasião, ele acusou integrantes da campanha de Maria do Carmo de usar imagens de sua filha, ainda criança e sentada no colo do pai, em publicações que o acusavam de pedofilia.

Omar afirmou que recorreria à Justiça contra os responsáveis pela exposição da adolescente. A Polícia Civil passou a apurar a divulgação e a manipulação das imagens, além de possíveis crimes previstos no ECA.

Defesa questiona condução da operação

A assessoria jurídica de Maria do Carmo afirmou que a ex-candidata nega as acusações e tem colaborado com a investigação. Os advogados também questionaram a divulgação de informações de um processo que, segundo a defesa, tramita em segredo de Justiça.

Na nota, a equipe jurídica sustentou que o cumprimento de uma ordem judicial deve respeitar os limites legais e declarou que não aceitará procedimentos que representem constrangimento ou intimidação.

A defesa acrescentou que Maria do Carmo permanece confiante em sua inocência. Em vídeo publicado na quinta-feira (5), a ex-candidata havia afirmado que aguardava a diligência.

“Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, declarou.

Share.

Comments are closed.

Exit mobile version