Plano prevê prioridade para mulheres em ações de proteção social, qualificação, empreendedorismo e autonomia financeira
As mulheres chefes de família terão prioridade nas políticas de proteção social e geração de renda propostas pelo candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD). Segundo o diagnóstico utilizado em seu plano de governo, elas representam 86,35% dos responsáveis familiares inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) no Estado.
A proposta combina transferência de renda, qualificação profissional, acesso ao crédito e incentivo ao empreendedorismo. O objetivo, segundo Omar, é garantir proteção às famílias em situação de vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, criar alternativas para ampliar a renda das mulheres.
“Ao proteger as famílias, a transferência de renda também impulsiona a economia local. A lógica é fazer com que o recurso destinado às chefes de família vulneráveis circule, enquanto políticas de inclusão produtiva criam alternativas para ampliar a renda própria dessas mulheres”, afirmou.
O plano considera uma base de 1.062.743 famílias cadastradas no CadÚnico, reunindo 2.681.798 pessoas. Também prevê o Cadastro para Todos, com busca ativa, visitas domiciliares, barcos sociais e CRAS volantes para localizar famílias de baixa renda que ainda não conseguem acessar políticas públicas, especialmente em comunidades do interior.
Crédito para mulheres
Na geração de renda, uma das propostas é o Mulheres que Empreendem, que prevê a ampliação do Crédito Rosa para os 62 municípios do Amazonas, em cooperação com a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).
A meta estabelecida no plano é alcançar 3 mil novas beneficiárias por ano. Além da concessão do crédito, a proposta prevê acompanhamento da evolução da renda das mulheres atendidas.
Omar defende que o CadÚnico seja utilizado não apenas para identificar quem necessita de assistência, mas também para direcionar políticas de qualificação, crédito e empreendedorismo.
“Vamos combinar proteção imediata com mecanismos permanentes de inclusão, usando o CadÚnico para identificar vulnerabilidades e direcionar políticas capazes de ampliar a autonomia das chefes de família em todo o Amazonas”, afirmou.



