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Ídolo histórico da Seleção Brasileira e maior cestinha da história do esporte sofreu um mal-estar em Santana de Parnaíba (SP). Informação foi confirmada pela assessoria.

O ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido mundialmente como “Mão Santa”, ele não resistiu após sofrer um mal-estar em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

A informação foi confirmada oficialmente pela assessoria de imprensa do ídolo. De acordo com o comunicado, Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas o quadro não foi revertido. Nos últimos anos, a saúde do ex-atleta estava debilitada; ele lutava contra um tumor cerebral há mais de 15 anos.

No início de abril, Oscar já não pôde comparecer a uma homenagem do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), sendo representado por seu filho, Felipe Schmidt.

Homenagens e despedida

Nas redes sociais, Felipe prestou uma homenagem emocionante ao pai:

“Pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca vou te esquecer”, escreveu.

Em nota, a assessoria destacou a resiliência do craque: “Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação”. A família informou que a despedida será reservada e restrita aos familiares.


O legado do ‘Mão Santa’

Oscar Schmidt é uma figura única no esporte mundial. Ele é o maior cestinha da história do basquete, com a marca recorde de 49.737 pontos, superando lendas da NBA como Kareem Abdul-Jabbar.

Mesmo sem nunca ter jogado na liga norte-americana — ele recusou o convite do New Jersey Nets em 1984 para não ser impedido de defender a Seleção Brasileira —, Oscar foi incluído no Hall da Fama da NBA e também no da Fiba.

Carreira vitoriosa por clubes

O “Mão Santa” iniciou sua trajetória nos anos 70 e acumulou passagens históricas:

  • Palmeiras e Sírio: Foi campeão mundial pelo Sírio em 1979.
  • Europa: Na Itália, marcou época na JuveCaserta e no Pavia, tendo suas camisas aposentadas em ambos os clubes.
  • Retorno ao Brasil: Defendeu o Corinthians (onde foi campeão brasileiro em 1996) e o Flamengo, onde encerrou a carreira como ídolo da torcida rubro-negra.

Glórias na Seleção Brasileira

O ápice da carreira de Oscar com a camisa 14 da Seleção foi a conquista da medalha de ouro no Pan de Indianápolis, em 1987. Na ocasião, o Brasil protagonizou uma virada histórica contra os Estados Unidos, impondo a primeira derrota dos americanos em casa.

Oscar também participou de cinco edições de Jogos Olímpicos (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996), sendo o cestinha isolado em várias delas e consolidando-se como um dos maiores atletas olímpicos de todos os tempos.

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