Amazonas – O nome do jornalista George Luiz Curcio Ferreira, profissional idoso e conhecido no meio da comunicação, passou a circular publicamente associado à ideia de condenação, mesmo com o processo ainda aberto e passível de recurso. O episódio envolve a jornalista Maria Paula Litaiff Gonçalves, mas a defesa de George Curcio sustenta que a forma como o caso vem sendo divulgado provoca um efeito devastador: o julgamento público da reputação antes do julgamento definitivo da Justiça. Ainda não é decisão final Apesar da sentença de primeira instância, o caso não acabou. No Brasil, enquanto cabe recurso: não há condenação definitiva o Tribunal pode reverter pode haver absolvição a decisão pode ser modificada por completo Mesmo assim, a narrativa pública já trata o episódio como se o desfecho estivesse selado. Defesa fala em exposição desproporcional e questiona base da condenação A defesa de George Curcio aponta que a decisão se apoia em elementos que serão contestados na instância superior, entre eles: • ausência de prova técnica digital considerada incontestável • interpretação de manifestações que podem estar no campo da crítica e opinião • discussão sobre a intenção real por trás das falas No Direito Penal, condenação exige certeza. Dúvida absolve. O peso da imagem sobre um profissional idoso George Curcio é descrito por colegas como um jornalista experiente, com trajetória construída ao longo de anos. A defesa ressalta que, além do processo judicial, ele agora enfrenta outro julgamento: o da opinião pública.
E é justamente isso que preocupa. Porque reputação não se reconstrói com a mesma rapidez que se expõe. O que está em jogo não é só um processo Especialistas alertam que transformar uma decisão recorrível em sentença pública pode gerar novos desdobramentos jurídicos. O debate deixa de ser apenas sobre o caso inicial e passa a envolver: presunção de inocência responsabilidade na divulgação limites da exposição pública A reviravolta pode vir do Tribunal O recurso pode levar os desembargadores a reexaminar: • a força das provas • o contexto das falas • a liberdade de expressão • a aplicação da lei E não são raros os casos em que decisões de primeira instância são revistas. O ponto que ecoa O processo ainda não terminou. A defesa ainda será julgada. A palavra final ainda não foi dada. Mas a reputação já está no centro do furacão.
Fonte: CM7

