Um turista canadense afirmou nas redes sociais ter sido vítima do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” durante sua estadia no Rio de Janeiro. O caso, registrado na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), teria ocorrido no dia 26 de outubro e deixou o estrangeiro sem dinheiro, celular e com indícios de ter sido abusado sexualmente.
O turista, identificado como Cameron Golinsky, contou que foi drogado por dois homens que conheceu na cidade e levado
para o local onde estava hospedado. Segundo ele, o próximo momento de que se lembra foi acordar dois dias depois, completamente nu em seu quarto.
“Eles usaram uma droga para me deixar inconsciente, roubaram todo o meu dinheiro e meu telefone, e as evidências sugerem que fui abusado sexualmente”, relatou Cameron nas redes sociais.
Prejuízo financeiro e trauma
Além do trauma físico e psicológico, o canadense contou que perdeu o acesso às suas contas de e-mail e bancárias, o que ampliou o prejuízo. Em publicação, ele afirmou que deixará o Brasil nos próximos dias.
“Vou viajar para Los Angeles no dia 11 de novembro para reativar minha conta bancária e avaliar os danos financeiros. Depois, volto para Vancouver no dia 12 para passar tempo com a família e buscar ajuda profissional”, escreveu.
Investigação da Polícia Civil
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o caso foi registrado como roubo e importunação sexual. Cameron foi submetido a exame de corpo de delito e as imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar os suspeitos.
A corporação informou ainda que um dos autores já foi identificado e possui mandado de prisão em aberto. As diligências continuam para localizar e prender os envolvidos.
O golpe “Boa Noite, Cinderela”
O chamado “Boa Noite, Cinderela” é um crime recorrente em áreas turísticas do Rio de Janeiro. Nele, criminosos colocam substâncias entorpecentes em bebidas para dopar e roubar as vítimas, que muitas vezes também relatam abusos sexuais.
Nos últimos meses, a polícia tem registrado aumento no número de casos envolvendo turistas estrangeiros, o que reacende o debate sobre a segurança pública e o turismo na capital fluminense.
Enquanto aguarda o avanço das investigações, Cameron Golinsky diz esperar que “a justiça brasileira aja com rigor” e que seu caso sirva de alerta para outros visitantes internacionais.

